Em uma breve análise deram-se conta de que estavam em São Paulo, no ano de 1900, mais precisamente 15 dias antes da virada do século.
Os trajes e equipamentos chamavam atenção, esgueiraram-se até a casa mais próxima e encontraram ajuda. Encontraram um sujeito que se dispôs a ajudar, dizendo conhecer a profecia e que, finalmente, eles haviam chegado.
Foram levados até a casa de Brisa, uma bruxa que também conhecia a profecia de que lhes falaram, Viu o futuro em seu caldeirão e disse que podia levá-los a pessoas que conhecem melhor a profecia e que, talvez, poderiam ajudar melhor.
Nesse meio tempo, foram descobrindo as condições locais. Os tecno magos, preocupados e tentando achar um jeito de fazer algo que não agrida tanto a realidade local, Apócrifo sentindo-se em casa, como se finalmente tivesse encontrado seu tempo e todos pensando em seus próximos passos.
A casa de Brisa se comporta de maneira estranha, em princípio parece maior por dentro que por fora, além disso, foram alertados para só andarem guiados porque cada passo fora de lugar pode os levar bem distante de onde imaginavam.
Brisa pede um tempo a eles e quando retornam, há um novo convidado os aguardando, o jovem Mark, que hoje, 2017, aparenta ter 50 anos, em 1900 aparenta ter por volta dos 20.
Superado o primeiro momento de tensão lembram-se que Mark estava presente no sonho e, de alguma forma, ele tem consciência do tempo que seguiu, parece uma mente velha em um jovem corpo.
Barulhos na mata e eventos inexplicáveis ao redor da casa de Brisa acontecem a todo instante preocupando nossos despertos do futuro, agora, que venha o amanhecer.
Espaço dedicado aos amigos que se veem muito menos do que desejariam, mas não desistem de jogar RPG. Destinado ao registro de nossas aventuras na ambientação Mago, a Ascensão para que tudo não dependa de nossas memórias falhas.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
5 - O último lugar
Após algum tempo de reflexão, o grupo, em conjunto com Marco Antônio, concluiu que deveriam seguir para a Capela destruída no Piauí. A viagem requeria alguma preparação e, por isso, decidiram que partiriam no dia seguinte, o mais cedo possível.
Cada qual a seu jeito se preparou para a viagem sendo que Luna responsabilizou-se por conseguir as passagens e reservas e ela, em conjunto com Remígio cuidaram de conseguir documentos para Apócrifo que parece ter caído do céu ante sua falta de documentos e registros. Ainda sem se dar por satisfeitos, por não terem ido aonde supõe a existência dos registros de Apócrifo, pensaram em como colocá-lo no avião, novamente.
E essa foi, sem dúvida, a pior viagem de Apócrifo, se a anterior serviu para que ele visse que coisas mais pesadas que o ar pudessem voar com certa tranquilidade, desta vez ele percebeu não existir tranquilidade, a cada dois segundos (e ele entende do tempo) achava que iria morrer e, nos intervalos, tinha certeza.
Após a chegada, cuidaram de estabelecer comunicação, mormente com espíritos locais, buscando se situar. Apócrifo tentou, sem sucesso, mostrar a Luna que os espíritos não são "tão ruins assim", ainda que melhor que a viagem de avião, os traumas de Luna não lhe permitem ver com bons olhos tais passagens.
Hospedaram-se em um hotel próximo ao Aeroporto e seguiram viagem para o local da Capela destruída, Alagoinha, quase 400 km do aeroporto. Uma viagem longa, mas feita sem maiores problemas.
Chamavam bastante atenção por onde passavam, seja porque a cidade tem aproximadamente 15 mil habitantes, seja por suas veste e um conjunto improvável de pessoas que se reúnem... a procura de que?
Chegando a Capela, viram que à frente dela, havia uma parte em que a parede, ao lado da porta, estava derrubada, de forma que, quem olhasse de fora, poderia ver quase toda a igreja, exceto pela cobertura que o restante da parede, ainda em pé, conseguia proporcionar. Havia cadeiras quebradas espalhadas pelo local em uma conformação que, aos equipamentos de um etérito bem treinado, não parecia tão aleatória assim.
O altar ainda existia mas a cruz atrás dele estava partida, como se não suportasse mais o seu peso e o material cedesse. Havia algumas cadeiras mais quebradas que outras e em alguma delas, não havia acúmulo de poeira, destoando do resto do local, não parece que foi limpo depois do que, seja lá que for que aconteceu, parece mesmo que o tempo se comportou de maneira estranha.
Tal sensação foi percebida por Remígio, tentando entender o ocorrido e as análises feitas por Alex mostraram que a cadeira sem poeira deveria ter em torno de 500 anos, mas, ao mesmo tempo , possuía características modernas, o que contradiz a leitura anterior, precisamente feita.
Após um efeito de proteção feito por Marco Antonio, que também andou pelos fundos da Igreja, foi possível que nossos pesquisadores do exotérico ficassem mais a vontade e as investigações no local se desenvolveram.
Apócrifo percebeu uma alteração temporal, ainda que sem conseguir identificar sua origem, percebeu uma perturbação temporal como nunca antes havia detectado.
As investigações seguiram e, então, perceberam que algum tipo de ritual foi realizado naquele local, com a participação do garoto e esse ritual tem sérias implicações no estado em que a capela se encontra.
Como dividiram os potenciais lugares a investigar em dois tipos, de fenômenos naturais e causados pelo homem, decidem por investigar o próximo: "a propagação da AIDs na Zâmbia".
A ida só foi tranquila porque usaram o método de manter Apócrifo dormindo o tempo todo, definitivamente ele não se sente mais confortável voando.
A chegada deles culminou com o descanso e a investigação de um vilarejo pobre, um dos primeiros lugares onde houve notícia da propagação da AIDS, na tentativa de unirem os pontos e chegarem até o garoto.
O carro em que se deslocaram enquanto a estrada permitiu chamou atenção, mas nada que os tirassem de sua meta.
Em dado momento, parte da equipe se dividiu, alguns ainda no carro, outros andando em busca de pistas e do que quer que seja que tenham perdido, ou deixado passar.
Então, veem o garoto passar correndo na esquina à sua frente, seguido por alguém estranhamente familiar.
Ao chegarem próximos o sujeito, alto, magro com uma barba grande e descuidada, com poucos pelos grisalhos, cabelo cumprido, mais para alguém que não liga muito do que para alguém que pretenda ter cabelos cumpridos, vestido com roupas que parece garantir que não se perca mobilidade, o sujeito está segurando o garoto com uma das mãos, enquanto balança a outra no ar, em direção ao garoto e diz qualquer coisa que não se podia ouvir. Gritam para que ele pare, ele os observa por um segundo e retira algo do garoto... um galho? Atirando o garoto no chão, desacordado. Marco Antonio balançou sua varinha (parece que ela sempre esteve em sua mão) proferiu algumas palavras e um instante uma bola de fogo foi atirada na direção do sujeito, batendo em algo poucos metros á sua frente, voltando para Marco Antonio e o acertando em cheio, fazendo-o cair ao chão desacordado.
Seguiu-se uma sucessão de advertências com tentar-se identificar o que os detinha, com algum sucesso, mas não o suficiente para que detivessem o sujeito em sua próxima ação.
Ele quebrou o galho que retirou do garoto e o atirou ao chão. A quebra do galho produziu uma sensação semelhante ao soco mais forte no estômago que alguém já levou, como se suas vísceras fossem arrancadas, mas estavam fisicamente intactos. Ao tocar o chão, pareceu que o mundo perdeu a cor, por um instante pareceu que a luz do mundo fora arrancada. Por um instante congelado.
Ouviu-se a voz de Ben, em algum lugar que poderia ser no mundo todo, ou no fundo de suas mentes, no fim dá no mesmo, né? Dizendo que tentou impedir, mas não teve sucesso, então, como estão conectados de alguma forma com isso tudo, os levaria pra onde tudo começou.
Foram tomados por uma luz forte a ponto de cegá-los, quando acordaram estavam em um local? diferente.
Cada qual a seu jeito se preparou para a viagem sendo que Luna responsabilizou-se por conseguir as passagens e reservas e ela, em conjunto com Remígio cuidaram de conseguir documentos para Apócrifo que parece ter caído do céu ante sua falta de documentos e registros. Ainda sem se dar por satisfeitos, por não terem ido aonde supõe a existência dos registros de Apócrifo, pensaram em como colocá-lo no avião, novamente.
E essa foi, sem dúvida, a pior viagem de Apócrifo, se a anterior serviu para que ele visse que coisas mais pesadas que o ar pudessem voar com certa tranquilidade, desta vez ele percebeu não existir tranquilidade, a cada dois segundos (e ele entende do tempo) achava que iria morrer e, nos intervalos, tinha certeza.
Após a chegada, cuidaram de estabelecer comunicação, mormente com espíritos locais, buscando se situar. Apócrifo tentou, sem sucesso, mostrar a Luna que os espíritos não são "tão ruins assim", ainda que melhor que a viagem de avião, os traumas de Luna não lhe permitem ver com bons olhos tais passagens.
Hospedaram-se em um hotel próximo ao Aeroporto e seguiram viagem para o local da Capela destruída, Alagoinha, quase 400 km do aeroporto. Uma viagem longa, mas feita sem maiores problemas.
Chegando a Capela, viram que à frente dela, havia uma parte em que a parede, ao lado da porta, estava derrubada, de forma que, quem olhasse de fora, poderia ver quase toda a igreja, exceto pela cobertura que o restante da parede, ainda em pé, conseguia proporcionar. Havia cadeiras quebradas espalhadas pelo local em uma conformação que, aos equipamentos de um etérito bem treinado, não parecia tão aleatória assim.
O altar ainda existia mas a cruz atrás dele estava partida, como se não suportasse mais o seu peso e o material cedesse. Havia algumas cadeiras mais quebradas que outras e em alguma delas, não havia acúmulo de poeira, destoando do resto do local, não parece que foi limpo depois do que, seja lá que for que aconteceu, parece mesmo que o tempo se comportou de maneira estranha.
Tal sensação foi percebida por Remígio, tentando entender o ocorrido e as análises feitas por Alex mostraram que a cadeira sem poeira deveria ter em torno de 500 anos, mas, ao mesmo tempo , possuía características modernas, o que contradiz a leitura anterior, precisamente feita.
Após um efeito de proteção feito por Marco Antonio, que também andou pelos fundos da Igreja, foi possível que nossos pesquisadores do exotérico ficassem mais a vontade e as investigações no local se desenvolveram.
Apócrifo percebeu uma alteração temporal, ainda que sem conseguir identificar sua origem, percebeu uma perturbação temporal como nunca antes havia detectado.
As investigações seguiram e, então, perceberam que algum tipo de ritual foi realizado naquele local, com a participação do garoto e esse ritual tem sérias implicações no estado em que a capela se encontra.
Como dividiram os potenciais lugares a investigar em dois tipos, de fenômenos naturais e causados pelo homem, decidem por investigar o próximo: "a propagação da AIDs na Zâmbia".
A ida só foi tranquila porque usaram o método de manter Apócrifo dormindo o tempo todo, definitivamente ele não se sente mais confortável voando.
A chegada deles culminou com o descanso e a investigação de um vilarejo pobre, um dos primeiros lugares onde houve notícia da propagação da AIDS, na tentativa de unirem os pontos e chegarem até o garoto.
O carro em que se deslocaram enquanto a estrada permitiu chamou atenção, mas nada que os tirassem de sua meta.
Em dado momento, parte da equipe se dividiu, alguns ainda no carro, outros andando em busca de pistas e do que quer que seja que tenham perdido, ou deixado passar.
Então, veem o garoto passar correndo na esquina à sua frente, seguido por alguém estranhamente familiar.
Ao chegarem próximos o sujeito, alto, magro com uma barba grande e descuidada, com poucos pelos grisalhos, cabelo cumprido, mais para alguém que não liga muito do que para alguém que pretenda ter cabelos cumpridos, vestido com roupas que parece garantir que não se perca mobilidade, o sujeito está segurando o garoto com uma das mãos, enquanto balança a outra no ar, em direção ao garoto e diz qualquer coisa que não se podia ouvir. Gritam para que ele pare, ele os observa por um segundo e retira algo do garoto... um galho? Atirando o garoto no chão, desacordado. Marco Antonio balançou sua varinha (parece que ela sempre esteve em sua mão) proferiu algumas palavras e um instante uma bola de fogo foi atirada na direção do sujeito, batendo em algo poucos metros á sua frente, voltando para Marco Antonio e o acertando em cheio, fazendo-o cair ao chão desacordado.
Seguiu-se uma sucessão de advertências com tentar-se identificar o que os detinha, com algum sucesso, mas não o suficiente para que detivessem o sujeito em sua próxima ação.
Ele quebrou o galho que retirou do garoto e o atirou ao chão. A quebra do galho produziu uma sensação semelhante ao soco mais forte no estômago que alguém já levou, como se suas vísceras fossem arrancadas, mas estavam fisicamente intactos. Ao tocar o chão, pareceu que o mundo perdeu a cor, por um instante pareceu que a luz do mundo fora arrancada. Por um instante congelado.
Ouviu-se a voz de Ben, em algum lugar que poderia ser no mundo todo, ou no fundo de suas mentes, no fim dá no mesmo, né? Dizendo que tentou impedir, mas não teve sucesso, então, como estão conectados de alguma forma com isso tudo, os levaria pra onde tudo começou.
Foram tomados por uma luz forte a ponto de cegá-los, quando acordaram estavam em um local? diferente.
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