O
mundo não é como as pessoas pensam que ele seja, não por serem
enganadas por governantes, ou por criaturas que fora do seu alcance
sensorial (mesmo que de certa forma aconteça), mas porque escolhem
ignorar os aspectos da realidade que lhes incomodam. O mundo é uma
merda, porém, quando se está na posição de consertar esse mundo,
ou deixar a merda que está, toda a responsabilidade fica em seus
ombros e se o sujeito repete por vezes demais que nada pode fazer,
isso passa a ser sua realidade.
A
maioria absoluta das pessoas hoje prefere permanecer no mundo como
está do que tomar para si a responsabilidade de consertá-lo,
desgraçadamente isso só aumenta o encargo daqueles que escolhem não
fingir, se a vontade da maioria das pessoas é de permanecer como
está, essa vontade se torna esmagadora para aqueles que decidem
lutar. Todos os desafios do mundo se impõem aos corajosos, mas serão
esses corajosos capazes de despertar a vontade de lutar dos demais?
Em
um dia quente do verão do tempo presente, seja lá o que tempo
signifique para essas pessoas, os corajosos Kitsune, Apócrifo,
Luna, Remígio, William e Gustavo foram postos diante de um
desafio. De maneira como se a Realidade decidisse mostrar que eles
são capazes de vencer desafios que outrora tiveram, como se o
Universo conspirasse para colocá-los juntos trabalhando contra o
desconhecido.
Receberam
a informação, não se sabe de onde, não se sabe porque, que algo
poderoso estava sendo escondido, uma arma. Deveriam encontrar tal
arma. Essa era toda informação que possuíam. Começaram, então, a
procurar por todos os métodos possíveis a tal “arma”.
Luna
e Willian,
inicialmente
dedicaram-se a vasculhar a Web 2.0 (Rede), em busca de informações
que pudessem ser úteis, afinal de contas, qualquer objeto que fosse
perigoso o bastante para colocá-los nessa condição deixaria
rastros e,
se
deixa rastros, estavam confiantes de que poderiam localizá-lo.
Remígio,
por sua vez, utilizou-se de sua habilidade quase
mundana de
investigação, indo atrás de pistas por sua informante,
investigando os locais considerados suspeitos por Luna
e Willian
em suas buscas preliminares, foi acompanhado nessa empreitada de seus
companheiros que, ora
o acompanham em suas andanças pela cidade, ora empreendiam os
esforços
que conseguiam, conversando, buscando seus contatos, tentando
descobrir o que quer que fosse que ajudasse nessa empreitada.
Mais
tarde, nossos investigadores virtuais conseguiram isolar 4 pontos na
cidade que acharam suspeitos pelas informações cruzadas. Decidiram,
então, vigiá-los. Luna,
que decididamente não gosta de pôr os pés fora de casa, envia seu
DRONE a um dos locais, para vigiá-lo. Fica, então, sua peça de
ficção monstruosa vigilante quanto ao local que tinha um dono
suspeito. Informação levantada, Ramires, dono da casa, um senhor
afortunado, de
hábitos estranhos e dono de uma invejável fortuna. Contra quem
poucos ousam se impor, esse chamou a atenção.
Passaram
pelos outros locais e, em investigação caricata, os locais foram
descartados, nenhum deles mostrava esconder o que quer que fosse,
caso alguém decidisse guardar algo lá, seria um gênio, ou um tolo,
de qualquer forma nossos heróis decidiram por descartá-los e
voltam-se para a casa de Ramires.
Tal
local possuía uma energia mórbida, que assustou Ktisune,
além de ser o único ponto no abastado bairro em que os guardas de
rua usavam arma de fogo, mesmo à luz do dia. Focaram-se, então, na
investigação deste local que ficava na região do Bosque Maia.
Descobriram que o dono do local estava aguardando algo para breve,
deviam agir logo, portanto.
Senhor
de hábitos estranhos, Ramires não tinha seu nome nessa propriedade
e nem em nenhuma outra, embora fosse real a influência que exercia.
Nunca saía à luz do dia e tinha o estranho hábito de dormir em seu
porão, onde nenhum de seus funcionários entrava, conforme
perceberam em vigília feita.
Decidiram
nossos jovens guerreiros, então, atacarem no dia que consideram ser
o anterior ao que Ramires agiria. Optaram por invadir a residência
do Sr. Ramires pelos fundos. Em uma tática ousada que envolveu o
poder de sedução de Ktisune e o profundo sono da moradora da
casa de trás, invadiram o local, meio que escalando, meio que voando
sobre o muro de trás, mostrando que são capazes de ignorar a
vontade dos locais. Não passaram despercebidos, contudo. Dois
guardas estavam no quintal dos fundos e deram o sinal de alerta para
os demais, bem como ameaçaram aqueles que invadiam o local, de algum
modo bizarro, ver pessoas voando sobre o muro não abalou a vontade
desses guardas, não gerou um paradoxo no íntimo dos guardas, mas
eles estavam prontos para abrir fogo.
Nossos
heróis planejaram, mais ou menos o que fazer, quando entrassem na
casa de Ramires, porém, o plano foi deixado de lado assim que a
invasão começou, parecia uma turba descontrolada que tentava de
todo modo acabar com os planos de Ramires e pegar o item que supunham
estar lá.
Tentaram
invadir a casa de todos os meios possíveis, levaram tiros,
especialmente Remígio, Ktsune e Willian,
todavia tiros pareciam não passar de pequenos arranhões para eles e
seguiram em frente após passarem por dois dos guardas que estavam no
quintal dos fundos.
Dividiram-se
entre ir ao piso superior e cuidar dos outros guardas que estavam no
andar térreo da casa, sem que Ramires aparecesse até esse momento.
A invasão, no entanto, parece ter despertado a fúria de Ramires que
deixou seu estranho aposento, subindo apressadamente (bem
apressadamente mesmo) as escadas que levam de seu porão até o
térreo.
Ao
chegar Ramires se posiciona no meio da escada que leva do térreo
para o piso superior e, então, em uma fração de segundos, as
trevas tomam conta da casa. Aqueles que ainda estavam do lado de
fora, conseguem ver a luz do dia como se nada tivesse acontecido, mas
quem estava dentro da casa, viu-se, de um segundo para o outro, cego
e sentindo-se como se estivesse submerso em um poço de piche, parece
as trevas deixaram as profundezas e vieram combater ao lado de
Ramires.
A
batalha, até então, era vencida com dificuldade por nossos amigos,
tem uma virada acachapante. Não só as trevas impedem de ver,
dificultam a respiração e os desorientam, ainda mais, os que estão
imersos nela são apertados, por uma espécie de tentáculo
monstruoso que esmaga impiedosamente àqueles à sua mercê.
Ktisune
tenta fugir, mas não consegue. È esmagado implacavelmente até que
sente sua vida se esvair, assim como seu ideal de capturar o objeto.
Nossos personagens, agora recobram a consciência e então percebem
que “tudo não passou de um sonho”, que espécie de sonho, porque
todos e como ao mesmo tempo foram levados a um sonho, permanece uma
incógnita nesse momento. Permanece na boca o gosto amargo terem
falhado, não se sabe bem em que, mas de certo perguntas ficaram sem
resposta. Seja lá o que quer que se quisesse expor, seja lá o que
for que desejassem que eles descobrissem, ficou no passado, tempos
estranhos se colocam à frente e o momento do treinamento passou.
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