Ao
despertarem do sono profundo, deparam-se com Marco
Antônio que aguardava
ansiosamente e tranquilamente que seus anfitriões recebessem
adequadamente seu mais novo (e inesperado hóspede). Quanto tempo
dormiram e pior, a quanto tempo Marco Antônio estava por lá e o que
fez com eles, se é que não foi ele próprio que os colocou naquela
situação, foram questões que incomodaram demais os inquietos anfitriões, em especial Luna
que teve como gota d’água a fala do próprio sobre as defesas da
capela (que continua sem nome por ação das forças do destino –
chamaremos aqui de Capela ninho da Fênix, por motivos que se
seguirão, até que o destino se encarregue de um nome melhor):
Marco Antônio
– Qualquer
um com uma varinha consegue passar por essas defesas.
Tal
conselho foi tomado como uma ofensa pessoal, em especial por Luna,
por óbvio a proposta que se seguiu foi recusada: deixar que Marco
Antônio cuidasse das defesas do local desde que pudesse partilhar de
seu poderoso Nodo. Marco Antônio, então,
permitiu que seguissem guiados pelos próprios destinos
(desacompanhados de um selo hermético), deixando só o convite que
lhe estava em sua posse para a festa na casa do excêntrico Ben.
Ben
Da
saída de Marco Antônio até o dia da festa de Ben o que se viu foi
um grande trabalho realizado para aprimorar-se as defesas do local
sem nome, a.k. Ninho da Fênix. Foram implantadas defesas
tecnológicas e medievais, árvores venenosas capazes de atacar
eventuais invasores e um sistema de controle de movimentos capaz de
fazer inveja ao pentágono, ou superá-lo.
Além
disso, criou-se o fogo “sagrado” da capela, aquilo que representa
a união de seus habitantes com o próprio Ninho da Fênix. O
espírito do local foi acordado, assustando membros da equipe que
ainda têm uma certa dificuldade de não se tratar de um fantasma, ou
de acreditar que não seja. Surpreendente para os membros da capela
foi que, ao acordarem aquele enorme potencial que dormia há muito
tempo, depararam-se, não com uma forma aprimorada da existência do
edifício, mas sim com um ser mítico, uma Fênix que, não só
protege, como é a essência desse local. Mais um fato incomum para
esse lugar que toma, cada vez mais, proporções singulares – e sem
um selo hermético.
No
dia da festa, de tudo que se pode esperar de uma festa cultista, ou
melhor, de um cultista do êxtase, errariam caso fossem instigados a
tentar adivinhar o que se seguiria. O local, a grande casa de Ben,
poderia ser confundido com um desses lugares que qualquer tradição
mais esnobe usaria. A festa com petiscos e garçons não passava de
uma caricatura mal feita das famosas orgias pelas quais Ben se tornou
famoso, fato que interferiu diretamente em sua carreira. De qualquer
forma, quase todos os despertos conhecidos da região estavam
presentes e, nas primeiras horas de festa, quase todos foram vistos.
A ausência mais notada era do próprio Ben, que só foi aparecer
tarde da noite, no alto de seu palco armado, para dizer algumas
palavras quase sem sentido.
Disse Ben que percebera que algo de importante teria acontecido, ou acontecia, naquele momento e chamou a todos ali para que tentassem ajudar a entender, caso conseguissem. Diante de uma minoria que parecia buscar sentido em suas palavras e uma maioria que se perguntava quais drogas ele havia usado, Ben disse que não era possível explicar, deveria ser sentido.
Tocou,
então, uma composição chamada “última música”, música que tem lhe perseguido nos últimos tempos. O início da execução
da canção fez o burburinho impaciente da plateia se dissipar. A
música causou uma sensação terrível na maioria dos presentes.
Alguns, como Apócrifo,
foram castigados com uma sensação de angústia e tristeza e, o que
é pior, de alguma forma tudo parecia muito real.
A
perplexidade tomou conta do ambiente diante do fato de que ninguém
conseguia explicar a tal canção. Ben se retirou, dizendo que
precisava ir mais fundo nessa história, dando fim à “festa” que
convocou.


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